terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Quisera eu ter no corpo o véu da despedida

doce ilusão que me rasgou ao meio
ou em mil
fez-me risos tão sonoros e precisos

ainda sinto tua mão no meu olhar
tão lindo, eras tão lindo
um menino crescido, um menino tão homem

o espio escondida
e dentro de mim, lágrimas capciosas
rezam em latim

não me atrevo mais a ti
não posso amor
o tempo urge

amanhã quem sabe será tarde
ou muito cedo,
pra te responder...

não penso amor, senão desisto
deixa-me aqui na amurada
rústica do anseio,

deixa-me assim tão quieta
como doce de vitrine
ainda a espera de seus versos...

deixa-me



by Solange Mazzeto

2 comentários:

Victor Gil disse...

São amores proíbidos,amores ausentes, amores ocultos. Nós os poetas somos assim. Temos tanto amor para dar e tão pouco para receber. Um beijo.

Solange Mazzeto disse...

Victor, amores doídos acho que não mereceriam o nome de amor, mas ... nós poetas achamos um jeito de deixar a dor no papel, será?

um beijo pra ti

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