domingo, 8 de novembro de 2009

Quase Natal [de novo]





Quase Natal [de novo]

Parece brincadeira, o tempo anda correndo veloz que nem foguete indo pra lua. Dá susto, juro que me dá susto. Não sou tão ‘antiga’ e nem tão ‘menininha’, mas lembro que meus Natais demoravam a chegar, esperava ansiosamente o presente de Natal, onde a Empresa Estrela lançava uma boneca ao ano, e onde o gibi do Tio Patinhas era grandão e eu ficava horas lendo e relendo.

Naquele tempo Panetone era feito uma vez ao ano, ou seja, no Natal e era tão mais gostoso do que hoje, agora você vai às padarias e o ano todo tem panetones...

Está tudo tão modificado, que sinto algo estranho dentro de mim, parece que a magia natalina se mudou pra muito longe, longe demais, faz tempo que as pessoas andam virando ‘plástico’ e plástico ‘jogado’ na natureza causa destruição.

Acho que ainda temos tempo de revertermos isso, sentir de novo a terra nos pés, lembrar que somos natureza, que somos ‘bichos’.

Sabe, sinto algo parecido com medo quando percebo que falta ‘cheirar’ as pessoas, sabe que nem bicho que cheira o outro? Que sente o outro?

Ainda bem que eu tenho ‘esse bicho’ latente em mim, que meu instinto animal ainda prevalece, [embora esteja escrevendo tudo isso pra me fazer lembrar...]

Gosto da minha identidade ‘in natura’, ainda gosto de sair na chuva e molhar o corpo, ainda sinto prazer nas pequenas demonstrações que a vida me oferece.

Arre gente, que nostalgia, o Natal está de novo batendo na janelinha, fazendo sinos tocar, cantando uma musiqueta [quase ao som da lambreta, tô antiga!] querendo nos acordar!


by Solange Mazzeto
imagens: google

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