
toda manhã
ela se levanta
e senta na mesa com petulância
levanta a sobrancelha que nem criança
sacode o destino na lambança
toda tarde
ela alucina na distância
que tem o pé na abóbora de trança
que tem a ginga na saia e na dança
toda noite
ela fica na parede
encostada na janela
debruçada na calçada
vivenciando a sede que [a] balança
texto by Solange Mazzeto
desconheço a autoria da imagem
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